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Cena 1: bola na linha de fundo. Lugano chega primeiro e protege a bola. Estica o braço esquerdo. Choque com Guerrero. Os dois caem. O flamenguista fica no chão e é atendido pelos médicos. O são-paulino faz cara de poucos amigos.

Cena 2: Guerrero, após reclamar de ser atingido no pescoço, volta a campo. As câmeras flagram os dois batendo boca. Lugano estica a mão, o adversário recua. A discussão continua.

O gesto dava a entender que Lugano queria cumprimentar Guerrero, mas não foi bem assim. Foi apenas mais um episódio de uma rusga antiga.

Copa América de 2011, La Plata, Argentina, 19 de julho, semifinal, Peru 0 x 2 Uruguai. Ao fim de jogo, em entrevista, Guerrero mostra o lábio superior cortado. "Ele [Lugano] me acertou, cortou a minha boca e não deram um cartão vermelho. Ele merecia o cartão vermelho. Isso aconteceu com outros jogadores e eles levaram cartão vermelho. A meus companheiros, inclusive. Mas, para o Lugano, não."

Mais de cinco anos depois, outro reencontro. Voltando ao gesto, Lugano falava para Guerrero: "Vamos nos encontrar na casa do Cueva depois do jogo e a gente se acerta. Aperta a minha mão se você quiser isso", segundo apurou a reportagem da ESPN. Guerrero, que ficaria em São Paulo na casa do compatriota, já que ambos foram convocados para a seleção peruana, se negou.

"Ele é um cara que sempre gosta de falar dentro de campo, para intimidar os jogadores", disse o flamenguista, à ESPN, pouco antes de deixar o Morumbi. "Mas é assim, é do jogo."

Antes, no entanto, o discurso foi diferente. "Vocês [jornalistas] têm que falar. Podem ver na repetição que ele me deu uma cotovelada. Não vou falar nada, mas os juízes têm de estar mais de olho. Este tipo de coisa não pode acontecer. Foi fora da bola", afirmou Guerrero.

"Ele falou que fico enchendo o saco e quis brigar comigo. Falei: ‘Vamos brigar depois do jogo'. Ele tentou me tirar de campo, mas não caio em provocação, tenho que me concentrar", completou.

Lugano confirmou que o desentendimento com o peruano nasceu até mesmo antes da Copa América. 

"É coisa de 10 anos, é sempre a mesma coisa. Falei para a gente se encontrar na casa do Cueva e colocar isso a limpo, ele não quis. Tudo bem, mas isso tem de parar. Sempre que me perguntaram, falei bem dele. Ele, não", disse o uruguaio, à ESPN.

Um novo encontro entre eles, no entanto, deve demorar a acontecer, já que os dois times não se enfrentam mais no Campeonato Brasileiro, e o zagueiro não defende mais a seleção de seu país (Peru x Uruguai está marcado para o fim de março). Lugano tem contrato até 30 de junho de 2017, enquanto o compromisso de Guerrero com o Flamengo vai até a metade de 2018. Já fora de campo...

Fonte: Espn

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