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O segundo jogo da final do Estadual de Basquete, entre Vasco e Flamengo, marcado inicialmente para esta quarta-feira, às 19h, sem local definido, foi transferido para o dia seguinte, em São Januário, às 19h45. A informação foi divulgada no site oficial da Federação de Basquetebol do Estado do Rio de Janeiro (FBERJ), às 20h36 desta terça. 

De acordo com o vice-presidente de esportes olímpicos do Flamengo, Alexandre Póvoa, haveria um acerto entre os clubes para que os confrontos com a presença de torcida não fossem realizados em São Januário ou na Gávea. Segundo um ofício enviado pela Polícia Militar à Federação, o jogo não poderia ser realizado na sede vascaína na quarta porque o time de futebol joga no mesmo dia contra o Avaí pela Série B do Brasileirão, o que poderia representar risco à segurança dos jogadores do Flamengo. 

O Tijuca Tênis Clube, que recebeu os dois confrontos entre os rivais pela fase de classificação, é sede de um torneio de vôlei nesta quarta. O adiamento ainda vai afetar o possível jogo 3 das finais, inicialmente previsto para sexta-feira, com mando do Flamengo, caso o Vasco vença na quinta. Pelo regulamento, é obrigatório haver um intervalo mínimo de 48 horas entre as partidas. No primeiro duelo, deu Fla por 89 a 87, na Gávea, com portões fechados. 

O prazo para a competição terminar é no dia 30 de outubro, segundo exigência Liga Nacional de Basquete, organizadora do Novo Basquete Brasil e da Liga Ouro, que obriga seus filiados a disputarem os respectivos Estaduais.


Antes de saber da definição da data, Alexandre Póvoa concedeu entrevista ao GloboEsporte.com e disse não ter conseguido contato com a Federação durante o dia. O dirigente mostrou-se revoltado com a situação:

- Meu erro foi colocar o time principal para jogar. Achei que seria a redenção do Estadual com a volta do Vasco, as arenas olímpicas. Mas ficamos sem as arenas, colocaram torcida única e ainda teve aquele episódio triste da torcida do Flamengo. Sem contar as coisas que a Federação vem fazendo. Sinto aquela vergonha alheia - disse Póvoa ao GloboEsporte.com.


A reclamação do dirigente chega após episódios ocorridos nos bastidores. Primeiro com relação à mudança do local do segundo jogo da semifinal contra o Botafogo do Tijuca para General Severiano com menos de 24 horas de antecedência. Depois, com a demora do julgamento do recurso do Flamengo para liberar a sua torcida no primeiro jogo da final.


- Eu poderia ter colocado torcida, mas não seria responsável. Fiz tudo por respeito ao Vasco, com quem temos uma boa relação, ao campeonato e à imprensa. Mas já começo a suspeitar de má-fé diante de tudo que vem acontecendo com o Flamengo - afirmou o dirigente.

A única certeza de Póvoa é de que, se houver um terceiro encontro, ele será realizado no Tijuca com a presença liberada da torcida do Flamengo, garantida com efeito suspensivo obtido na segunda-feira.


Fonte: GE 

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