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Qualquer clube gostaria de contar com um jogador que desequilibra, resolve uma partida e encanta os torcedores com dribles e lances de efeito. É por isso que Djalminha é reverenciado até os dias de hoje em praticamente todos os lugares onde jogou. E, pode acreditar, o agora comentarista também segue na torcida pelos clubes de seu passado.

Com o Guarani, as alegrias desportivas não chegam há muito tempo. Mas em compensação, Flamengo e Palmeiras estão na disputa pelo título brasileiro nesta temporada de 2016. Enquanto acompanha a briga pelo topo da Série A, Djalminha vê o seu coração um pouco dividido: de um lado, o clube que o criou para o futebol e ajudou na sua formação também como ser-humano; do outro, a equipe que mais lhe deu prazer em jogar futebol.

“Se tivesse que escolher, é difícil. Quando você passa por um lugar, é feliz nesse lugar, é tratado com carinho... é difícil você torcer contra. Então é difícil eu torcer contra o Flamengo e contra o Palmeiras”, disse com exclusividade para a Goal Brasil. “Não dá pra torcer contra, só dá pra torcer a favor. Então, eu torço favor do Flamengo e torço a favor do Palmeiras (risos)”, completou, antes de confessar uma torcida levemente maior para o Rubro-Negro no embate entre os gigantes, no empate em 1 a 1 na 25ª rodada. Mas com uma justificativa, é lógico.

“Sinceramente, eu torci para o Flamengo não perder. Porque se perdesse ia ficar distante do título (risos). O empate não seria um mau resultado e se ganhasse a briga continuava (risos)”.

Humilde, Djalminha dribla a pergunta sobre se algum jogador do Flamengo atual faz, com a bola nos pés, o que ele mesmo fazia no passado. Na resposta, preferiu exaltar a categoria de Júnior, craque da conquista do Brasileirão de 1992 – da qual ele também participou. A grande semelhança com a equipe que lhe deu o título de campeão brasileiro está apenas na área técnica, com Zé Ricardo. Ao falar sobre o atual comandante da Gávea, Djalma relembra o histórico do clube com treinadores formados com o DNA rubro-negro. É preciso estar acostumado à pressão, destaca: “o Flamengo realmente é um clube diferente. Tudo dimensiona mais”.

Mas na hora de apontar os grandes destaques dos líderes da Série A 2016, não deu para fugir da dividida.

“No Palmeira, sem dúvidas, é o Gabriel Jesus. Ele realmente desequilibra, é um jogador diferente, de muita qualidade. É um menino que tem muito para evoluir ainda, e acredito que, depois, nas mãos do Guardiola (quando for para o Manchester City), vai evoluir”, avaliou.

“No Flamengo, é difícil. O Diego, se ele estivesse desde o início do campeonato, poderia ser essa figura. Pela regularidade, acho que o Arão tem muita importância nessa equipe do Flamengo, mas é difícil. A equipe do Flamengo é mais homogênea, não tem um craque”.

Impressionado com a regularidade do Palmeiras, e confiante no histórico do Flamengo quando a torcida abraça o time, Djalminha não se arrisca a dar um prognóstico na luta pelo título. Feliz pelo momento atual de ambos os clubes, ele só pensa em curtir essa briga emocionante.

Fonte: Yahoo

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