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No começo da próxima semana, Flamengo e Fluminense deverão acertar, isoladamente, acordos com o consórcio que administra o Maracanã para assumir a operação de cada um de seus jogos no estádio até o fim de 2016. Para isso, teriam que pagar um aluguel à concessionária, cuidando de tudo, da bilheteria aos banheiros, passando por grades, lanchonetes, estacionamento etc. Aditivos nos contratos formalizariam tais acordos. Os rubro-negros têm compromisso com o grupo encabeçado pela Odebrecht até dezembro e o Fluminense até 2048.

Paralelamente a Fundação Getúlio Vargas faz estudo de viabilidade para uma nova licitação, o que dificilmente acontecerá antes de 2017. O atual consórcio espera que até março isso aconteça. Resta saber se o Maracanãzinho entrará nesta licitação (hoje está no mesmo "pacote" do Maracanã) e o que será feito com o Parque Aquático Júlio Delamare e o Estádio de Atletismo Célio de Barros, que foram tombados depois de retirados do acordo pelo ex-governador Sérgio Cabral, após pressões populares.

O Flamengo espera enfrentar o Corinthians no Maracanã dia 23. Para isso, precisa formalizar o acordo com a concessionária até terça-feira. Assim terá tempo de tomar todas as medidas necessárias, ou correrá contra o calendário. Naturalmente isso ainda depende da liberação do estádio pela Rio 2016. O Comitê Olímpico tem até 30 de outubro para terminar de arrumar a "arena" e devolvê-la como recebeu, mas promete esforços para que fique pronto antes. E essa é a esperança dos dirigentes rubro-negros.

O campo de jogo não deverá ser problema, apesar o imenso buraco aberto e já tapado, utilizado na abertura das Paralimpíadas. O nivelamento a laser foi finalizado hoje (quinta-feira) no campo do Maracanã. O plantio começará no sábado e a partir de 20 de outubro o local poderá receber jogos de futebol, salvo algum contratempo, como as chuvas que atrasaram os trabalhos e a colocação da grama. Ela cresceu numa fazenda em Saquarema (a 100 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro) e começaria a ser colocada dois dias antes da nova data estabelecida.

Ainda assim a expectativa é ter o gramado em condições três dias antes do clássico das duas maiores torcidas do país. Dentro do Comitê se acredita que o estádio poderá ser liberado antes. Mas a realização da partida no local segue como incógnita. Campo devidamente gramado para a bola rolar não deverá faltar, mas as outras mexidas feitas no estádio para os eventos olímpicos seguem como obstáculo, provocando essa disputa contra o tempo. Mas se os acordos não forem firmados entre clubes e concessionária, por contrato ela terá que viabilizar os jogos no Maracanã, algo que não lhe interessa mais.

Os motivos são de fácil compreensão (veja tabela ao lado, extraída dos balanços publicados pela empresa). É possível estimar para 2016 prejuízo da ordem de pelo menos R$ 30 milhões, tendo como base anos anteriores. Pelas cálculos que fizeram lá no começo, contando com o Célio de Barros e o Júlio Delamare, o consórcio acreditava que o complexo teria dado lucro no período, mesmo com prováveis números negativos nos dois primeiros anos. A diferença, na visão da empresa, é que haveria receitas futuras para cobrir os financiamentos de tudo que ali seria feito, um complexo de entretenimento e serviços. O cálculo do desequilíbrio estaria conectado à frustração da capacidade de geração de resultado ao longo do período da concessão.

O desafio de quem assumir o Maracanã em 2017 e virar esse difícil jogo.

Fonte: ESPN/ Mauro Cezar Pereira 

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