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Empatar com esse time do Atlético fora de casa não pode ser considerado mau resultado. Torna-se decepcionante quando se está vencendo até os 37 minutos do segundo tempo. Vira grande negócio quando se está perdendo até os 45. E o Flamengo dos altos e baixos saiu do Mineirão com mais 1 ponto na conta. Justo.
Dominamos o primeiro tempo. O time jogou bem. Diego, como sempre, fez a diferença, ao lado de um Guerrero ao qual não estamos muito acostumados, em boa fase. Pena que do lado de lá havia Victor. Espalmou o forte chute de Fernandinho, defendeu a cabeçada de Guerrero em cima da linha. Não teve como barrar o toque desviado de Diego. 1 a 0 Mengo, placar que arrastamos até a reta final da partida.
Se o futebol das vitórias parecia ter retornado, a postura em campo também voltou. Aquele Flamengo que abre o placar e passa a jogar apenas para manter a vantagem. Com essa mentalidade, tomamos a virada. Se aos 36 minutos vencíamos, aos 42 do segundo tempo perdíamos por 2 a 1.
O time que ainda não finalizara, na etapa complementar, não se entregou. Resolveu partir pra cima e, 3 minutos depois, empatou a partida. Nosso único chute a gol em 45 minutos.
Altos e baixos. No final das contas, o meio-termo prevaleceu. Segundo bom jogo seguido de Guerrero. Correu, brigou, atordoou a defesa adversária. Deu passes para finalização, um deles resultando no gol de Diego. Marcou o de empate do Flamengo. Porém teve seus “baixos”, sobretudo na cabeça. Seja no desvio que parou em Victor, seja na hora de pensar, nos contra-ataques. Talvez tenhamos demorado tanto a finalizar porque todo contra-ataque morria nos pés de Guerrero. Quase sempre tomava uma decisão equivocada.
Willian Arão é outro que alternou bons e maus momentos. Na marcação, impecável, um leão. O que ele ganhou de bola foi um absurdo, assim como o que perdeu. Péssimo na saída de jogo, destilava passes errados, complicando um sistema defensivo chefiado por Réver. Este poderia ser grande zagueiro se compreendesse que não é craque. Bola nos pés de Réver é sinal de calafrio. Além das subidas para o ataque e jogadas de “gênio incompreendido”, falhou em 2 pontos. Primeiro ao ir todo mole na dividida tripla com Fred e Márcio Araújo, que quase resultou no gol de Robinho. Segundo ao aplicar um golpe de judô em Fred, dentro da área. Pênalti para eles.
Não deu para Alex Muralha, assim como não dava para impedir Lucas Pratto de marcar o segundo do Atlético. Fora isso, fez o que pôde. Grande atuação. Seguro, salvou o Mengo em, no mínimo, 3 oportunidades.
O pior bandeira é aquele que fala
O Campeonato Brasileiro segue vivendo um show de horrores no quesito arbitragem. Toda rodada tem erro, discussão, e nunca alguém vem a público falar. Xingamos até a oitava geração de seus familiares, mesmo não tendo noção da voz dos árbitros e auxiliares, os famosos “bandeiras”. Apenas um bandeira fala, o nosso presidente.
Terminado o jogo, no Mineirão, Eduardo Bandeira de Mello disse aos microfones da ESPN: “O resultado foi excelente para o Palmeiras, como todos os resultados têm sido excelentes para o Palmeiras.”
Parece que não se lembra da vergonhosa arbitragem da semana passada, que além de marcar tudo a favor do Flamengo, validou um gol esdrúxulo de Paolo Guerrero. Hoje, a principal reclamação do presidente era a falta não marcada sobre Diego, no último lance do jogo.
Realmente, foi falta. E o cronômetro já estava estourado. Aliás, quando o Flamengo atravessou a linha do meio-campo, o relógio já estava pra lá dos 49. Em vez de partirmos pro “tudo ou nada”, decidimos trabalhar a bola, até ela chegar em Diego. Pagamos o preço. Imagina se sai um gol em uma falta marcada além dos acréscimos concedidos pela arbitragem…
Na hora, talvez Bandeira não soubesse. Agora certamente já sabe que Márcio Araújo sofreu falta antes do lateral que originou o pênalti. Não fale nada, presidente. O próprio Palmeiras poderia ter 3 pontos a mais sobre o Flamengo, não fosse o gol de Alan Patrick no Allianz Parque, surgido de um lateral ilegítimo a nosso favor.
Quando o Flamengo esteve mal, 5 jogos sem marcar, penando no Carioca e dando vexame na Copa do Brasil, Eduardo Bandeira de Mello não aparecia. Muito longe disso, chegou a embarcar com a delegação da CBF para a Copa América.
Agora, com o time entre os primeiros, faz questão de dar as caras, sempre. E pra passar vexame. No começo da semana, soltou uma nota vergonhosa de apoio ao GEPE, pela arbitrária ação tomada contra torcedores do Corinthians, no Maracanã. A troco de nada, transformou em simples “rivalidade futebolística” algo muito mais sério. Centenas de corintianos passaram horas enclausurados a bel-prazer de policiais militares, que, sem nenhum impedimento, fizeram o que quiseram e como quiseram com eles. Defender isso é tão errado quanto defender os torcedores que agrediram os policiais.
O pior blogueiro é aquele que…
Aí cabe ao leitor decidir. Esse, que vos escreve, costuma elaborar seus textos entre uma e duas horas depois da partida, ou quando chega em casa, aos sábados e domingos de trabalho. Quase sempre com a cabeça quente e com a alma ainda absorvendo os 90 minutos de futebol. Se deixasse para escrever de cabeça fria, só conseguiria postar mais de 24 horas depois do término do jogo, por causa do trabalho.
Pois bem. Ao ver o Flamengo voltar ao Maracanã e precisar de ajuda da arbitragem para apenas empatar com o mediano time do Corinthians, não conseguia mais acreditar em título. Um time campeão tinha de vencer aquela partida. Um time campeão tinha de jogar pra ganhar contra o São Paulo, no Morumbi. Um time campeão tem de derrotar clubes grandes, fora de casa, e só vencemos o fraco Cruzeiro de Paulo Bento. Um time campeão tem de ganhar confronto direto contra o principal concorrente.
Sigo achando tudo isso, só que, assim como vocês, sou torcedor. Vou do céu ao inferno em um impedimento. Ainda na segunda-feira, ao ler as críticas de diversos rubro-negros, voltei a ter um fio de esperança. A semana passou e, mais uma vez, a torcida encheu o aeroporto para incentivar. É esse o poder da Nação. Convencer a todos de que o Flamengo é capaz de tudo.
Fui convencido. Tá muito difícil, a probabilidade é baixíssima. São 5 jogos e 6 pontos para tirarmos (não superaremos o Palmeiras nos critérios de desempate) de uma equipe que quase nunca tropeça. Mas vai que…
Talvez um time “não campeão” tivesse perdido do Atlético-MG nesse sábado.
Marcos Almeida
Fonte: Nosso Flamengo | ESPN
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