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Depois de não mais que cinco minutos de pressão natural do Atlético no Mineirão, o Flamengo cumpriu no primeiro tempo sua melhor atuação no Brasileiro.
Com os ponteiros de volta, a equipe rubro-negra recuperou sua dinâmica de jogo, com trocas de passes e triangulações pelas laterais. Especialmente à direita com Pará, Gabriel e Willian Arão. Diego circulava por todo o setor de criação dando opção aos companheiros, Guerreiro fazia um perfeito trabalho de pivô.
O Galo facilitou com muitos espaços entre o meio e a defesa. Junior Urso avançava com o quarteto ofensivo, Leandro Donizete fixo junto aos zagueiros. Com a bola, muita pressa e erros de passes.
Resultado: Fla com 60% de posse e apenas 13 passes errados. O descoordenado time de Marcelo Oliveira errou 19. Não havia como jogar. Domínio absoluto rubro-negro, finalizando 12 vezes contra apenas quatro. Além do gol de Diego em assistência de Guerrero, pelo menos mais duas oportunidades de definir o jogo.
Não aproveitou e deu tempo para o técnico atleticano usar o melhor elenco do país, principalmente no setor ofensivo. Entraram Luan, Lucas Pratto e Clayton. Com a saída de Leandro Donizete, em tese o Fla até poderia sofrer atrás com tanta qualidade do oponente, mas sobrariam espaços para os contragolpes.
Se Zé Ricardo tivesse elenco. Também um pouco de vivência para perceber que, pela eletricidade da partida, Emerson e Alan Patrick pelas pontas acrescentariam pouco e matariam qualquer chance de concatenar uma transição ofensiva em velocidade. O recuo foi instintivo.
A senha para o “abafa” atleticano. Na cobrança de lateral diretamente na área de Otero, o pênalti tolo de Rever em Fred convertido por Robinho. Impressiona como as defesas no Brasil se atrapalham com um lance rústico. Com o Fla tonto e a massa em êxtase, a virada com Pratto.
Com o jogo no modo “briga de rua” e equipes escancaradas, Zé Ricardo tirou o exausto Willian Arão e colocou Leandro Damião. Com mais gente na frente e o adversário tentando se defender cheio de atacantes, veio a falha na retaguarda e o empate com Guerrero.
Resultado adequado pelos noventa minutos. O Fla terminou com 54% de posse e 14 finalizações a 11, mas o Galo concluiu sete na direção da meta de Muralha. O ataque fede a gol, mas faltam dinâmica e trabalho em equipe para render mais, de maneira consistente e regular.
O Flamengo sofreu sem elenco para manter o desempenho brilhante do primeiro tempo. Algo para pensar como prioridade para 2017, inclusive dando mais oportunidades aos meninos da base que há pouco era comandada por Zé Ricardo.
No apito final, uma constatação: a combinação do elenco atleticano com o jogo coletivo rubro-negro criaria o melhor time do país. Com lacunas tão graves nos rivais, o título se encaminha cada vez mais para o Palmeiras.
Fonte: André Rocha
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