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Seis pontos de vantagem tem o Palmeiras sobre o seu mais próximo perseguidor, a seis rodadas do final. As possibilidades de o Flamengo chegar ao título já cheiram às tais chances teóricas, matemáticas. Eficiente, bom de resultado mesmo quando o desempenho não é bom, Cuca parece marchar para o título que ainda não tem.

Essa tem sido a forma de jogar, com sucesso na tabela de classificação, mesmo que sofra em jogos como o de domingo. O Sport finalizou mais, teve posse de bola superior e reclama, com razão, um pênalti não assinalado. Como não foram boas as partidas contra Figueirense, Cruzeiro e o frágil América, Mas fez 10 pontos em12.

No mesmo período os rubro-negros somaram sete, cinco rodadas após a diferença dobrou. O Flamengo abriu mão da troca de passes, que arquitetou a virada sobre o Cruzeiro, pelo paupérrimo tentar ganhar de qualquer jeito. Foram inacreditáveis 41 cruzamentos nos 2 a 2 contra o Corinthians, num deles Guerrero, impedido, fez 1 a 1.

Zé Ricardo teve a semana livre para treinar, sem viagens, finalmente, mas não mudou a forma de jogar, o mesmo 4-2-3-1 de antes, só trocando nomes (Gabriel e Everton por Emerson e Mancuello). Pouco e nova atuação fraca, que a pressão do segundo tempo com um homem a mais não minimiza. Segue faltando futebol.

A preocupação flamenguista agora deve ser a manutenção de uma das três primeiras posições, para ir direto à fase de grupo da Libertadores. Pois se o Palmeiras está seis pontos à frente, o Atlético tem dois atrás e o Santos três. Ambos enfrentarão o time carioca, o Galo sábado em Belo Horizonte e os paulistas dia 27 de novembro, no Rio.

É evidente que o ainda novato treinador do Flamengo faz grande trabalho, em meio a tantas viagens, jogando como mandante na cidade do clube apenas na 32ª rodada, com atletas chegando no meio do certame e efetivado na função apenas às vésperas da 16ª. Trocar o "professor" seria tolice que, aparentemente, o clube não fará.

Zé Ricardo é técnico em formação — ganhou a Copa São Paulo de Juniores há nove meses. Cuca está na pista há 18 anos. Já sonhou com o título nacional, esteve perto em 2010 com o Cruzeiro, ganhou a Libertadores como atleticano, montou times de diferentes e se aproxima do triunfo na Série A. Com o sem o "bol" grudado ao nome.

Na vitória sobre o Sport, Moisés, o homem que cobra laterais na área, achou Dudu em ótimo passe, com os pés, para a marcação do primeiro gol. Bola rolando, mesmo na grama castigada do Allianz Parque. O mesmo meia arremessou para a área criando a já conhecida briga pela segunda bola que resultou no tento de Tchê Tchê.

Depois de tanta discussão sobre "Cucabol", o Palmeiras fez menos gols assim: dois dos nove assinalados nos últimos cinco cotejos nasceram da luta pela sobra após uma jogada de bola parada, ambos do camisa 32. Já o Flamengo recorreu ao "Zébol". De tanto cruzar, fez quatro de seus últimos cinco gols a partir de bola alçada.

Não é o melhor caminho, pelo elenco que tem, porque já mostrou ser capaz de mais. A bola cruzada é arma útil, importante até, mas quando uma equipe praticamente só dela depende, suas chances se reduzem. Na reta final, o time de Cuca cruzou menos (100 vezes nas cinco últimas pelejas contra 114 do Flamengo) e manteve o desempenho. Se nenhum dos dois mudar radicalmente de postura, o cheio verde só vai aumentar.

Fonte: Mauro Cezar


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