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Foram mais de 10 meses sem poder contar com o Maracanã. E não foram apenas os jogadores que sentiram falta do estádio. A poucos dias do ”retorno para casa”, quem comemora ainda mais, sem dúvidas, é aquele torcedor fanático do Flamengo. Foram eles que gastaram além do orçamento, abriram mão de descanso e tempo com a família e quase não pararam no Rio de Janeiro. Antes do jogo entre Flamengo e Corinthians, no próximo domingo, o GloboEsporte.com ouviu algumas histórias de quem teve que se desdobrar para apoiar o atual vice-líder do Brasileirão.
PREJUÍZO GRANDE E QUASE ”DEU RUIM” EM CASA
Gabriel Reis está acostumado a acompanhar o Flamengo. É como se seu orçamento já contasse com os gastos para poder ver a equipe atuar temporada após temporada. O ano de 2016, por pouco, não estourou seu limite. Para continuar seguindo o time, teve que usar aquelas milhagens extras de companhias aéreas. Nos últimos 10 meses, esteve em oito jogos do Flamengo como mandante, visitando Pacaembu, Cariacica e Mané Garrincha. Somando os jogos como visitante, estima que esteve mais de 300 horas longe de casa por causa do time do coração. A família precisou ser bem paciente.
– Gastei umas 80 mil milhas. Uns R$ 3 mil de hotéis quando só arrumo passagem para o dia seguinte. Muita gasolina para Cariacica e São Paulo, mais pedágio. O prejuízo é grande, mas eu me divirto. O problema é que perdemos compromissos importantes, e o relacionamento pode ter problemas. Tive o batizado de um sobrinho da minha mulher que eu esqueci e comprei passagem com as milhas, ingresso e hotel. Quando lembrei, era no dia do Flamengo x Cruzeiro que o Flamengo virou. Já viu, né? Quase deu ruim – contou.
PELO MENOS 70 DIAS FORA DE CASA
Julio Veloso, de 35 anos, foi além. Viajou 55 vezes para ver o Flamengo nesta temporada. Sendo que em 28 ocasiões o Rubro-Negro era mandante do jogo. Ou seja, viagens forçadas por conta da ausência do Maracanã. O ano fora do padrão aumentou seus gastos e virou de ponta cabeça sua rotina pessoal. A volta do Maracanã foi muito celebrada, especialmente, por sua filha de 11 anos, que enfim poderá ter um fim de semana completo com o pai. Ele estima que tenha gasto cerca de R$ 15 mil e que ficou pelo menos 70 dias fora de casa – muitos deles viajando de ônibus.
– Já é um pouco complicado conciliar a vida pessoal com o Flamengo. Especialmente quando ele joga e fora. Quando joga ‘’em casa fora’’, como a gente costuma falar, fica especialmente complicado. Financeiramente, foi um ano muito pesado para mim. Abri mão de diversas outras atividades, viagens particulares e tudo mais, para manter minha rotina de ir a todos os jogos (…) Acredito que esse ano tenha passado de 15 mil reais de custos com o Flamengo – conta.
16 DIAS APENAS DE DESLOCAMENTO
O estudante de direito Filipe Azeredo Ribeiro, de 23 anos, tem dificuldades para contar o número de horas que viajou para ver o Flamengo. Foram 26 jogos – contando somente aqueles como mandante pelo Carioca, Copa do Brasil, Primeira Liga, Sul-Americana e Brasileiro. Se somar os jogos que também foi como visitante, o número salta para 49. Chegou a pegar 38 horas de estrada até Brasília em uma das ocasiões.
– A ausência do Maracanã trouxe problemas. Tive que cortar despesas para poder acompanhar o Flamengo, além de ter gasto bastante tempo em aeroportos e na estrada. Desde o início do ano, principalmente com o início do Campeonato Brasileiro, não passei quase nenhum final de semana no Rio. (…) Cada jogo com mando nosso fora de casa significava pelo menos um dia inteiro gasto com deslocamento. Por alto, gastei uns 16 dias em viagem até o local da partida, sem contar os jogos em que eu viajei em que éramos visitantes. Não cheguei a contabilizar quanto gastei, mas acredito que algo em torno de R$ 6 mil. A família não gostou muito das minhas viagens (risos). Mas a paixão por um clube é indescritível e nos faz cometer essas loucuras – relatou.
GASTOU 5X MAIS DO QUE EM ”ANO NORMAL”
Claudio Miranda Portela também entra na roda. Somou 20 jogos fora do Rio de Janeiro neste ano. Em dez deles, o Flamengo era mandante. Morador de Rio Bonito, interior do estado, ele estava acostumado a fazer uma certa viagem ao . Maracanã, mas nada como 2016. Mesmo diante de crítica dos familiares, gastou cinco vezes a mais do que em um ano ‘’normal’’.
– Acredito que com alimentação, passagens e etc, foram cerca de R$ 10 mil. Abri mão de vários eventos familiares, aniversário de avó, tudo para ir atrás do Flamengo. A família não gostava muito não. Foi bem diferente ter que viajar muito, ficava sempre com medo dos familiares criticando. Eu só respondia que era por amor ao Flamengo. Gastei cinco vezes mais do que em um ano normal com Maracanã – contou o administrador de empresas, de 29 anos.
Fonte: GE
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