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Willian Arão, autor de um dos gols da vitória do Flamengo por 3 a 0 sobre o Santa Cruz, é um dos grandes destaques da temporada. Considerado um meio-campista moderno, ele defende, arma o jogo e ainda aparece com facilidade ao ataque.

Tudo por conta de uma curta passagem pelo futebol europeu quando mal tinha completado 18 anos.

Em 2010, depois de vencer pelo São Paulo a Copa São Paulo de Futebol júnior ao lado de Casemiro, Lucas e Bruno Uvini, o meia chamou atenção do poderoso empresário italiano Mino Raiola, que cuida da carreira de jogadores como Ibrahimovic, Balotelli e Maxwell. O agente entrou em contato com o pai do atleta e o levou ao Espanyol, da Espanha.

Na equipe catalã, Arão acredita que evoluiu com o trabalho realizado com o técnico Maurício Pochettino, hoje no Tottenham.

"Aprendi muito sobre o estilo de jogo, a disciplina tática e o toque de bola rápido. São coisas que até hoje tento implementar no meu jogo. Além disso, aprendi a falar espanhol", disse o volante, ao ESPN.com.br.

O comandante argentino é conhecido por ser um viciado em trabalho - segundo relatos ele entra às 7h e vai embora apenas às 19h do clube inglês - e recebeu diversos elogios de Pep Guardiola.

No Espanyol, Arão estranhava um costume dos jogadores locais.

"Os catalães só falavam espanhol com os estrangeiros. Entre eles, só em catalão. Ficavam olhando para nós e davam risada. Até hoje não sei se eles estavam falando bem ou mal (risos)".

Apesar de não ter recebido oportunidades do treinador, ele guarda boas recordações da passagem pela Espanha.
"Foi uma experiência boa, mas não foi aquilo que imaginei ou planejei. Mesmo assim, foi bem legal".

CAMPEÃO DO MUNDO NO TIME DO ÍDOLO

Fã desde garoto do volante Vampeta por causa do estilo de jogo, Willian Arão começou no futebol com sete anos numa escolinha antes de ir para o Indiano, da capital paulista. Ele ainda passou por Juventus, Portuguesa e Grêmio Barueri. Aos 16 anos, foi defender o São Paulo antes de sair para o Espanyol.

Depois da experiência na Europa, o meia foi para o Corinthians, clube no qual seu ídolo de infância se consagrou. No Parque São Jorge, ele venceu Campeonato Paulista, Copa Libertadores da América, Recopa Sul-Americana e Mundial de Clubes.

Como Paulinho e Ralf viviam grande fase e quase nunca se ausentavam por lesão ou suspensão, ele fez apenas 18 partidas pela equipe.

Em busca de mais espaço, defendeu Portuguesa, Chapecoense (quando fez o primeiro gol como profissional), Atlético-GO e Botafogo.

Com o grande destaque que teve no título da Série B do ano passado com o time carioca, foi contratado pelo Flamengo neste ano. Logo de cara, se encantou com o clube rubro-negro e virou um dos xodós dos torcedores.

"A chegada foi muito boa e os companheiros me receberam muito bem. Já tinha amigos por aqui. A torcida nem se fala, o carinho e o incentivo que recebi foi muito importante".

"Eu já imaginava como seria, mas o ímpeto deles me surpreendeu um pouco. A gente viajou para vários lugares neste ano e os aeroportos e estádios ficam cheios. Sabia que a torcida era grande, mas vivenciar isso é diferente".

Entre os mais de 23 mil flamenguistas presentes no Pacaembu na vitória diante do Santa Cruz, os familiares de Willian Arão eram os mais felizes.

"É muito especial jogar na cidade que nasci (São Paulo). Sempre que tem jogo aqui eles vão me prestigiar e dá um incentivo a mais".

Fonte: ESPN

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