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Flamengo e Fluminense terão maior poder na gestão do Maracanã quando voltarem a jogar no estádio a partir do final do mês. Os dois clubes já negociam com a Odebrecht, atual controladora do complexo esportivo, um novo acordo para que mandem suas partidas no maior palco do futebol nacional.

Representantes dos dois times e executivos da concessionária se reuniram na última quinta-feira (13) e encaminharam alguns pontos do vínculo temporário. A Rio-2016 não faz mais parte dos entendimentos e cumpriu o seu papel na análise dos profissionais ao entregar o complexo antes do prazo de 30 de outubro.

Por esse novo acordo, os clubes pagarão uma taxa fixa e serão os responsáveis diretos sobre a realização dos jogos no Maracanã. Passarão a controlar, assim, a venda de ingressos, de camarotes e até os bares durante as partidas que mandarem no estádio.

Até maio, quando a arena fechou para o futebol por conta da Olimpíada, quem operava as partidas era a Maracanã SA, concessionária da Odebrecht. Por isso, os ganhos com ingressos, venda de bebidas e comidas em partidas de Flamengo e Fluminense acabavam, em grande parte, ficando com a empresa.

Acontece que a Odebrecht quer deixar a administração do Maracanã. Quando o estádio foi fechado para a Rio-2016, a empresa demitiu boa parte dos empregados da Maracanã SA e não pretende montar uma nova equipe para gerir a arena de futebol até porque quer mesmo abandonar o negócio.

A saída da Odebrecht do Maracanã está sendo negociada com o governo estadual, dono do estádio. O Estado planeja uma concorrência para escolher uma nova administradora. Enquanto ela não for concluída, quer que a Odebrecht permaneça cuidando do espaço.

A empresa já sinalizou que ficará no Maracanã até um acordo com o governo. Nesse meio tempo, contudo, passará a lidar de forma diferente com seus clientes, ou seja, os clubes.

A Odebrecht enviou a Flamengo e Fluminense uma proposta de aditivo ao contrato que as agremiações mantém com a Maracanã SA. O aditivo, se assinado, dará aos clubes mais peso na gestão do estádio.

A Maracanã SA passará a ser uma simples locadora do estádio. Receberá cerca de R$ 100 mil por partida, mas não terá qualquer responsabilidade pela realização dos jogos e nem sequer participação nas receitas geradas por eles.

A princípio, o valor da locação e o acordo sobre a operação será válido até o final do ano. A expectativa é que, em 2017, o Maracanã já tenha uma nova administradora, que negociaria seus contratos diretos com os clubes.

Flamengo e Fluminense aguardam as regras do provável novo processo de licitação, mas não escondem o desejo de administrar o estádio. O futuro do principal estádio do futebol nacional ainda é um mistério. Certo mesmo é que ele estará de volta em breve. E com regras benéficas aos clubes, protagonistas de uma história única.

Fonte: Lance

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