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Após o falecimento de Carlos Alberto Torres, vítima de infarto aos 72 anos, nesta terça-feira, os clubes do Rio de Janeiro prestaram suas homenagens ao capitão do tricampeonato mundial brasileiro em 1970. Capita, como era conhecido, vestiu as camisas de Botafogo, Flamengo e Fluminense como jogador e treinador ao longo de sua carreira.

Botafogo

Nota oficial no site do clube: " É com profundo pesar que o Botafogo lamenta a morte do ídolo Carlos Alberto Torres, na manhã desta terça-feira, aos 72 anos, no Rio de Janeiro, vítima de enfarto fulminante. Capitão do Tri Mundial do Brasil na Copa do Mundo de 70, Capita, como conhecido carinhosamente, marcou o seu nome na história do clube. Integra o Time do Século XX do Botafogo, sendo conhecido pelo potente chute de pé direito. Carioca e nascido em 17 de julho de 1944, Capita destacou-se também como técnico. Em 1993, fez história ao levar o Botafogo a conquistar a Taça Conmebol (Sul-Americano) para orgulho dos alvinegros.

O Botafogo de Futebol e Regatas decreta luto oficial e hasteia sua bandeira a meio-mastro na sede de General Severiano. O clube manifesta sua solidariedade aos amigos e familiares do Capita, este ídolo e símbolo alvinegro que nos deixa."


Flamengo

O Rubro-Negro postou em sua conta oficial no Twitter: "O #CapitaEterno honrou o Manto Sagrado como jogador e treinador. Técnico do Tri Brasileiro de 1983. Uma perda irreparável. Descanse em paz."


Nota oficial no site do clube: "Faleceu nesta terça-feira (25), o eterno capitão do tricampeonato mundial da Seleção Brasileira em 1970, Carlos Alberto Torres. Figura ímpar do futebol carioca, nacional e internacional, Carlos Alberto fez parte da história do Flamengo como jogador e treinador.

Primeiro em 1977, como jogador, atuou em 19 jogos. Estreou em 05 de fevereiro daquele ano na vitória rubro-negra sobre o Fluminense por 3 a 1. Meses depois, em 29 de maio, fez a última partida em nova vitória, dessa vez contra o Campo Grande, por 5 a 1.

Foi o treinador na conquista do Brasileirão de 1983. Estreou em goleada contra o Corinthians, 5 a 1, em 17 de abril, e deixou o cargo meses depois, em agosto, após derrota contra o Botafogo pela Taça Guanabara. Levou a equipe até a semifinal da Libertadores da América.

Voltou ao comando técnico em 2001 e foi fundamental na luta contra o rebaixamento naquela temporada. A estreia foi em Juiz de Fora, em 18 de novembro, vitória rubro-negra com gol de Felipe Melo.

O Clube de Regatas do Flamengo lamenta profundamente essa perda irreparável e deseja os mais profundos sentimentos aos fãs, torcedores, amigos e familiares."


Fluminense

Nota oficial no site do clube: "O Fluminense Football lamenta profundamente a perda de um dos maiores jogadores do clube e da história do futebol mundial, o eterno capitão Carlos Alberto Torres.

Imortalizado pelo gol antológico que marcou na final da Copa do Mundo de 1970 contra a Itália e pelo gesto, na época inédito, de beijar a Taça Jules Rimet ao recebê-la das mão do presidente mexicano, foi eleito em 1998 por um painel de jornalistas do mundo inteiro para a Seleção de Futebol do Século 20.

Elegante, técnico e de forte personalidade, foi um dos primeiros laterais do Brasil a se aventurar regularmente no apoio ao ataque. Revelado no início dos anos 1960 no Fluminense, destacou-se na conquista do título carioca de 1964, transferindo-se no ano seguinte para o Santos de Pelé. Retornaria às Laranjeiras em 1976, trazido pelo então presidente Francisco Horta para integrar a Máquina, e quando muito já o julgavam acabado para o futebol, foi mais uma vez campeão pelo clube.

Fora das quatro linhas, foi o responsável por trazer o paraguaio Romerito para o Fluminense. Eles haviam jogado juntos pelo Cosmos, nos Estados Unidos. Recém iniciado na profissão de treinador, assumiu o comando interino do time do Fluminense, na excursão vitoriosa que o clube fez a Coreia do Sul em outubro de 1984. Na volta ao Rio, foi efetivado no cargo e conduziu o time a mais um título carioca. O bicampeonato estadual. Pegou uma equipe já montada, mas teve o mérito de não deixar o ritmo do time cair, mesmo com os desfalques de Ricardo, Jandir e Delei na reta final do Estadual."


O presidente tricolor, Peter Siemsen, se pronunciou através da assessoria de imprensa do clube:

- Hoje nós perdemos um dos maiores jogadores da história do Brasil e do futebol. Um jogador formado nas Laranjeiras, um lateral-direito espetacular, uma pessoa incrível, Carlos Alberto Torres. Ainda mais para mim, no caráter pessoal, nos meus primeiros jogos no Maracanã em 1975 ele era nosso lateral. Foi um grande ídolo meu na infância e sempre vai ser. Mora nos nossos corações para sempre. Carlos Alberto eterno, espetacular, merece todas as homenagens.

Fonte: GE 

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