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A paz está selada no futebol carioca. Se não existe um consenso nas ideias, pelo menos o clima de racha declarado e hostilidade cessou. Foi o que ficou claro em um evento fechado de campanha de um dos candidatos à Prefeitura do Rio de Janeiro nesta sexta-feira. Os quatro presidentes dos grandes clubes e o mandatário da Ferj se reuniram na mansão de João Paulo Magalhães, gestor do Boavista. Em termos de política esportiva, a cena de maior peso foi Eduardo Bandeira de Mello, do Flamengo, Rubens Lopes, da Ferj, e Peter Siemsen, do Fluminense, na mesma roda de papo, debatendo visões do que seria melhor para a cidade. Os três afirmaram que os dias de animosidade ficaram para trás.

O passo decisivo para que isso acontecesse, como afirmou Bandeira, foi um pedido formal de desculpas de Lopes no tribunal, respondendo a ação movida pelo Flamengo. O pedido foi aceito, houve acordo, e o processo foi encerrado. A reaproximação de Siemsen, embora pareça ainda mais tímida que a de Bandeira. O presidente tricolor sentou-se afastado dos demais para ouvir o discurso do candidato - Bandeira ficou ao lado de Eurico Miranda, do Vasco, com quem conversou bastante, até sobre lado de torcida no Maracanã. Depois, relutou em posar para fotos com os demais dirigentes e o candidato.

Indagado sobre como está a atual relação com a Ferj e se é correto dizer que houve uma reaproximação, Siemsen se limitou a dizer:

- Temos de buscar o melhor para o clube e para o nosso futebol no futuro. 


Bandeira explicou que ainda há divergências com a Ferj, o que evoluiu foi a possibilidade de debater essas diferenças sem hostilidade:


- Houve aquela ação na Justiça que o presidente da Ferj pediu desculpas e a partir daí se estabelecem condições para que possa se discutir as coisas em um ambiente de cordialidade. É claro que as diferenças continuam, na área esportiva e política, mas pelo menos podemos sentar como pessoas civilizadas para tentar discutir isso.

Lopes, que vem se esforçando na reaproximação com Siemsen e Bandeira, comemorou:

- A reunião e a união são em prol do coletivo, da cidade do Rio de Janeiro, do futebol do Rio de Janeiro, mas não especificamente só o futebol. Essa reunião de todos esses presidentes é em função de uma grandeza muito maior do que somente o futebol. A bandeira branca sempre esteve no topo do mastro - disse Lopes.

O presidente do Flamengo disse ainda ter conversado rapidamente sobre a confusão do Fla-Flu, que acabou arquivada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) com o resultado mantido, ao contrário do que pediam os tricolores.

- Eu nunca tive dúvidas de que o resultado do Fla-Flu seria confirmado, mas claro que isso poderia causar uma certa insegurança em parte da torcida e até no elenco. Então, desse ponto de vista, foi muito bom isso ter acontecido. A gente conversou rapidamente, mas temos de saber separar as coisas. O Fluminense estava buscando seus direitos, e o Flamengo também buscava os seus. A vida segue.

O presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira, não se pronunciou durante a sessão de perguntas para o candidato - enquanto Eurico se mostrou engajado com a campanha - mas confirmou as negociações para continuar a usar a arena na Ilha do Governador em 2017. O mandatário alvinegro, porém, ressaltou que não há nada decidido até o momento - e a decisão depende também de um acordo com a Portuguesa.

Fonte: GE 

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