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A decisão da Conmebol de mudar radicalmente a Libertadores da América foi tema de debate no "Redação SporTV" desta segunda-feira e bastante questionado pelo jornalista Felipe Andreoli, do "Extra Ordinários". Ao lado dos jornalistas André Rizek, Dani Monti e Carlos Eduardo Eboli, ele questionou a tentativa da entidade de aproximar o formato da disputa continental ao da Liga dos Campeões da Europa. A partir de 2017, a disputa terá mais clubes e será mais longa (de fevereiro a novembro). Ainda está sendo estudada a possibilidade de final única em campo neutro. 

- É uma imitação barata da Champions. Se a gente for pensar, a Europa é bem menor para se movimentar, o poder aquisitivo é bem maior, as pessoas podem se movimentar entre os países. Aqui imagina uma final local com dois brasileiros fora? Quem disse que vai ser sucesso de público? - questionou. 

Para o apresentador André Rizek, não dá para comparar Liga dos Campeões com Libertadores em diferentes aspectos. Ele cita o interesse do público como exemplo e vê o futebol sul-americano muito atrás do europeu nesse aspecto. 

- Há o interesse pelo jogo (na Liga dos Campeões). Se vai ser em Paris, europeus, brasileiros, americanos, chineses, gente do mundo inteiro compra ingresso para a final porque sabe que vai querer ver a final da Liga dos Campeões. No nosso continente é outra realidade. Será que as pessoas gostariam de ver, em Buenos Aires, uma final entre um time mexicano e um venezuelano? Teria 
apelo? - questionou. 

O jornalista Carlos Eduardo Eboli, da Rádio CBN, faz o mesmo questionamento. Para ele, por mais que a Liga dos Campeões seja um sucesso, nem tudo que funciona na Europa pode ser adotado em outro mercado.

- O apelo é outro. A Liga dos Campeões é o maior torneio do mundo, os clubes são verdadeiras seleções internacionais. Você pode colocar o jogo em Marte que vai dar casa cheia. É diferente. Aqui os clubes não têm tanto impacto. Copiar apenas tudo que é feito na Europa não significa que vai se adequar à nossa realidade - considerou.  

As mudanças interferiram diretamente no futebol brasileiro, que passa a sentir os impactos já nessa edição do Campeonato Brasileiro, considerando a abertura de duas vagas para o país, o que faz o G-4 virar G-6. 

Fonte: SporTV

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