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A Anaf (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol) levou formalmente ao STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) um pedido de punição a dirigentes, jogadores e ao técnico Celso Roth, do Inter, por críticas a arbitragens do Campeonato Brasileiro. O documento defende que colocações foram ofensivas aos apitadores nas rodadas mais recentes da competição – e que, por isso, os acusadores devem ser julgados de acordo com o CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva). E também pede que um eventual julgamento analise a questão da interferência externa em partidas do Brasileirão.

O texto da Anaf cita os presidentes de quatro clubes: do Atlético-MG, Daniel Nepomuceno; do Palmeiras, Paulo Nobre; do Fluminense, Peter Siemsen; e do Figueirense, Wilfredo Brillinger. O documento também pede punição a Alex Brasil, diretor de futebol do Coritiba.

E não são apenas cartolas na mira. Também são solicitadas punições a Celso Roth e a dois jogadores: Diego Souza, do Sport, e Lucca, do Corinthians.

A Anaf pede ao STJD que eles sejam julgados em dois artigos do CBJD: o 258 (assumir conduta contrária à disciplina ou à ética esportiva) e o 243-F (ofensa à honra). Ambos têm como penas suspensão de uma a seis partidas. No documento, assinado pela advogada da Anaf, Ester Freitas, a entidade solicita "que os mesmos sejam julgados e punidos, com objetivo de serem respeitados o Tribunal, a CBF e os árbitros brasileiros, e ainda, as regras da competição".

Confira os casos reclamados pela Anaf:

Peter Siemsen, presidente do Fluminense:

A Anaf pede que ele seja denunciado por ter dito, após o Fla-Flu do segundo turno (30ª rodada, vitória de 2 a 1 do Flamengo), que houve interferência externa ao se anular um gol tricolor. O dirigente chamou a arbitragem de "bagunça".

Paulo Nobre, presidente do Palmeiras:

A reclamação da Anaf com Nobre também é por comentários sobre o Fla-Flu. Segundo a entidade, o dirigente palmeirense também afirmou que houve interferência externa no clássico carioca.

Wilfredo Brillinger, presidente do Figueirense:


A Anaf argumenta que o presidente do Figueirense ofendeu a arbitragem ao dizer, depois da partida contra o Palmeiras (31ª rodada, vitória alviverde por 2 a 1), que o jogo "foi uma vergonha, um dia negro para o futebol".

Daniel Nepomuceno, presidente do Atético-MG:

Na visão da Anaf, o presidente do Atlético-MG foi desrespeitoso ao postar em uma rede social a seguinte mensagem após a 31ª rodada: "Semana caótica da arbitragem brasileira! Não adianta mudar o comando para virmos essa vergonha que vimos hoje, @CBF_Futebol!". O texto também cita reclamações dele à arbitragem do jogo contra o Botafogo (31ª rodada, vitória do time carioca por 3 a 2).

Alex Brasil, diretor de futebol do Coritiba:


A Anaf cita que ele acusou a arbitragem do jogo contra o Fluminense (32ª rodada, empate por 1 a 1) de ter prejudicado o Coritiba para reequilibrar o que aconteceu no Fla-Flu.

Celso Roth, técnico do Inter:

A Anaf argumenta que o treinador colorado classificou a arbitragem do Gre-Nal do domingo passado (32ª rodada, empate por 0 a 0) como "papelão" por causa da expulsão de Rodrigo Dourado, do Inter, em confusão que também rendeu cartão vermelho ao gremista Edilson.

Diego Souza, jogador do Sport:

A Anaf diz que o jogador afirmou, depois de partida contra o Palmeiras (32ª rodada, vitória paulista por 2 a 1), que o campeonato está desenhado para Palmeiras e Flamengo. E também observa que ele já havia se manifestado em sentido parecido no passado.

Lucca, jogador do Corinthians:

A Anaf pede que ele seja denunciado por ter reclamado acintosamente contra decisões do árbitro do jogo contra o Flamengo (32ª rodada, empate por 2 a 2), referindo-se a gol irregular marcado pelo clube carioca.

Fonte: GE

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