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O último brasileiro campeão da Libertadores e Mundial foi o Corinthians em 2012. Por isso o grande time do país e do continente naquele ano, mesmo com a fantástica campanha do Fluminense que venceu o Brasileiro.
Neste campeonato o Corinthians foi sexto. Campanha até digna, mas que poderia ter sido melhor se o clube não tivesse priorizado, especialmente na parte final, o torneio interclubes da FIFA. E no início a própria competição continental em sua reta final. No ano seguinte, foi o Atlético-MG, apenas o oitavo. O último a chegar na decisão sul-americana – e vencer.
Como as mudanças divulgadas pela Conmebol, já para 2017, acabou a desculpa. Agora, com a competição durando de fevereiro a novembro e com duas fases preliminares, além de dez equipes eliminadas disputarem a Sul-Americana, a boa notícia é que nada estará garantido. O planejamento terá que ser obrigatoriamente competir durante todo o ano. Qualificar e rodar o elenco, sem irresponsabilidades, e dosar energias.
Outra boa nova é o campeão da Libertadores chegar no Mundial com alto nível de competitividade e não tentando resgatar em dezembro algo perdido ou descartado desde julho.
A história apresenta nove campeões entre a segunda quinzena de outubro e o final de novembro: Independiente em 1974, Boca Juniors em 1978, Peñarol em 1982 e 1987, Argentinos Juniors em 1985, River Plate em 1986, Nacional em 1988 e Olimpia em 1990.
O Flamengo de Zico é o exemplo único entre os brasileiros. A edição de 1981 começou em março, mas os rubro-negros só estrearam no dia três de julho, empatando com o Atlético Mineiro em 2 a 2 no Mineirão. Venceriam o Cobreloa por 2 a 0 em Montevidéu com gols de Zico no dia 23 de novembro. Em campo neutro como será a partir de agora, mas em jogo único e não na terceira partida, como há 35 anos.
Daria o chocolate histórico no Liverpool em Tóquio no dia 13 de dezembro – 3 a 0, dois gols de Nunes, um de Adílio. Vinte dias depois, ainda voando. No ápice da temporada. Uma das quatro vitórias dos campeões sul-americanos no final das temporadas sobre os europeus, que também venceram quatro – em 1978 não houve disputa.
Uma ótima referência para trabalhar certo a partir de agora. Pensando em dezembro e executando por todo o ano. Ainda com a incógnita da janela de transferência e do assédio de mercados emergentes, a missão é fechar o elenco o quanto antes e tentar mudar o mínimo possível nos doze meses. Com os estaduais tratados definitivamente como devem ser: pré-temporada.
Apesar do amadorismo que ainda vigora na maioria de nossos dirigentes, o novo calendário empurra os clubes para o profissionalismo, na prática. Fim do ciclo que poupa no início do Brasileiro para vencer a Libertadores e abandona a principal competição nacional ainda no primeiro turno por conta da obsessão pelo Mundial. Um ano quebrado no meio. Acabou.
Feliz 2017!
Fonte: André Rocha
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