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Desmontagem e remoções dos equipamentos instalados no Maracanã para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos já não são o maior obstáculo para a reabertura do Maracanã a tempo de receber Flamengo x Corinthians em 23 de outubro. O andamento dos trabalhos sinaliza o término antes desta data. O grande “nó” agora a ser desatado é político, em meio ao impasse criado entre governo do Estado do Rio de Janeiro e o consórcio encabeçado pela Odebrecht.
A empresa tem acordos com Flamengo e Fluminense para que mandem suas pelejas no Maracanã em 2016, mas se desmobilizou, demitiu quase todo o pessoal e não reúne mais as condições ideais para operar o estádio. Assim, uma saída seriam os clubes assumi-lo, fazê-lo funcionar, se responsabilizando por bilheterias, segurança, bares, estacionamento, banheiros, etc. O consórcio tem uma preocupação maior no momento, rescindir o contrato com o governo do Estado do Rio de Janeiro.
E aí está o obstáculo maior para a volta do futebol ao palco da final da Copa do Mundo de 2014. O governo do Estado quer nova concessão, contudo, é preciso desfazer o acordo com o consórcio sem que fiquem rebarbas, já que a Odebrecht poderia entrar na justiça pelo descumprimento do que foi combinado, com a retirada do Parque Aquático Julio de Lamare e do Estádio de Atletismo Célio de Barros do pacote. Mas a construtora está fragilizada pelos contratos que a obrigam a operar com os clubes a partir de novembro. O governo empurra essa missão, sem querer acertar a saída antes. Já o consórcio não tem mais como tocar o Maracanã e dele quer se livrar.
Em Cariacica, Pacaembu e Brasília o Flamengo tem cuidado da operação dos estádios, da mesma maneira o Fluminense em Juiz de Fora e Edson Passos. Como o blog já informou, a Greenleaf, empresa que faz a manutenção do gramado, começou a trabalhar no campo de jogo apenas na última terça-feira, nove dias após o encerramento dos Jogos Paralímpicos. Mesmo assim prevê a entrega da cancha para o futebol até 16 de outubro, uma semana antes da peleja entre os dois clubes mais populares do país pelo Campeonato Brasileiro.
Se os trabalhos de saída do Comitê Rio 2016 seguirem no ritmo atual, o duelo poderá marcar a reabertura em 23 de outubro. Mas caso o impasse entre Odebrecht e governo do Estado do Rio de Janeiro continue, não será razoável descartar a possibilidade de o estádio não mais receber partidas de futebol em 2016 — teve apenas as finais do Estadual. Para o futuro, caso uma nova concessão aconteça, apesar do interesse de Roberto Medina em fechar parceria com o Flamengo para administrar o Maracanã, empresário e rubro-negros ainda estão distantes de um acordo.
Fonte: ESPN/Mauro Cézar
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