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O jornal “O Estado de S. Paulo” traz matéria com a transcrição de diálogo entre o empreiteiro Marcelo Bahia Odebrecht, preso há 249 dias, o diretor-presidente da construtora Odebretch, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, o “BJ”, encarcerado hoje em Curitiba (PR) — clique aqui para ler. O diálogo e envolve, entre outros temas, o Maracanã (veja acima a reprodução de trecho da transcrição da conversa publicado pelo jornal).
Pela conversa reproduzida, o objetivo parecia ser somente a obtenção de obras para as Olimpíadas. A estratégia: dar apoio ao “GERJ” (Governo do Estado do Rio de Janeiro) no Maracanã e deixar preparada uma saída após os Jogos de agosto deste ano na capital fluminense. Assim, receberiam o que seria investido na operação do estádio.
Sem novas obras e financiamentos para as mesmas no complexo desportivo (caso dos Parque Aquático Júlio Delamare e do ginásio do Maracanãzinho, que serão reformados pelo Comitê Olímpico), a estratégia seria cair logo fora (“wayout”) do Maracanã. Mas antes, recuperariam o valor investido (perdido?) no estádio durante o período de concessão. Como? Quem pagaria tal conta? O governo do Rio, falido e sem dinheiro até para seus hospitais em pandarecos?
Lá atrás, quando firmado o contrato entre o “GERJ” e o consórcio que administraria o Maracanã, encabeçado pela Odebretch, seriam demolidos o parque aquático e o estádio de atletismo Célio de Barros. Após pressão popular, inclusive de atletas, o governador Sérgio Cabral (em período pré-eleitoral), voltou atrás. Assim, a construtora perdeu a chance de naquelas áreas explorar estacionamentos e um shopping.
O vazamento das mensagens é mais um capítulo da nebolusa novela da concessão do Maracanã, inciada durante o governo Cabral e que prossegue com o seu companheiro de PMDB, ex-vice e sucessor, Luiz Fernando Pezão. Fluminense e Flamengo, que firmaram acordos com a concessionária que se desmancha, tentam, nos bastidores, planejar o futuro com o estádio que hoje inexplicavelmente não podem utilizar.
Fonte: ESPN


 
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